quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Primeira postagem! "Adeus Lênin"

Fim do ano e semana de provas!
As postagens já começaram bem.
Vou começar postando a resenha do filme "Adeus Lênin", e assim que puder postarei os textos que tenho de Política Externa Brasileira. Espero que seja util a alguém algum dia!






"Adeus Lênin"
por Ana Claudia Feliputi, Ellen Costa, Samantha Frei e Sandra Cruz

  • INTRODUÇÃO
    Esse estudo tende a analisar de maneira crítica o filme Adeus Lênin que é ainda um dos maiores ícones do comunismo no mundo.
    Lênin teve como seu último legado o governo de um dos maiores países do mundo: a União Soviética, hoje Rússia. Quando adolescente se engajou nos ideais marxistas e transformou-se em um revolucionário que buscou o fim do governo dos autoritários czares. Foi responsável pela Revolução Russa em 1917 e observou a queda dos czares com a segunda guerra mundial. A URSS não saiu vitoriosa desta guerra e Lênin enfrentou dificuldades políticas no governo, além do posicionamento internacional que via no comunismo uma política autoritária e subversiva.
    O filme tenta retratar exatamente o final do comunismo na Alemanha com a entrada do capitalismo, em um país que, estava ainda envolto em ideais socialistas. É claro que outros países também passaram por essa transição, porém a Alemanha era o símbolo maior da divisão entre capitalismo e comunismo.
    Existe claramente uma divisão quanto à aceitação do novo regime e a atriz principal do filme representa parte da população que apresentou dificuldades frente ao mundo novo e a perda de velhos conceitos.
    Por outro lado também é evidente a busca imediata e consumista por parte da população, representada pelo filme em sua maioria por jovens, do novo que lhe possibilita a escolha, a liberdade.


  • DESENVOLVIMENTO
    A Alemanha foi bipartida em 1947, com o fim da segunda guerra mundial, sendo dividida em duas zonas de ocupação, uma soviética e a outra pelos países ocidentais: EUA, Inglaterra e França. Logo depois da capitulação nazista, as autoridades soviéticas permitiram o funcionamento de todos os partidos antifascistas. Na zona soviética o partido comunista (KPD) e o partido Social-Democrata (SPD) puderam se reorganizar, além de dois partidos conservadores. Stalin apostava na manutenção da unidade da Alemanha, associada à limitação de seu poderio econômico e à sua neutralização política.
    No decorrer de 1946 EUA e Inglaterra decidiram suspender maquinaria e matérias-primas a título de reparação para a URSS, em seguida unificou as zonas ocidentais, formando a Tri-Zona, a Alemanha iria se reconstruir a fim de impedir o desenvolvimento soviético. Na zona soviética acontecia a nacionalização das empresas industriais e a reforma agrária. Molotov, primeiro-ministro de relações exteriores soviético mencionou o fato da existência de uma Alemanha construída sob aspectos capitalistas provavelmente se levantaria novamente contra outros países, mas para o Ocidente a ameaça atual era o comunismo.
    Foi determinado o marco ocidental na Tri-Zona para serem beneficiados com o plano Marshall. A URSS foi contra e bloqueou Berlim obrigando americanos e britânicos a utilizarem ponte-aérea por onze meses para assegurar o abastecimento de Berlim Ocidental. Após o fim do bloqueio já era evidente o distanciamento dos dois lados que acabou por constituir a República Federal da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA), divididas pela “cortina de ferro”.
    Tem início a Guerra Fria que dividia o mundo em duas potências: URSS e EUA e a Alemanha foi o maior símbolo dessa divisão.
    O filme demonstra como primeiro embate entre as duas ideologias as revoluções que aconteceram nas ruas contra o regime socialista e suas imposições.
    A Alemanha Oriental possuía uma economia planificada, contratando com a economia de mercado da Alemanha Ocidental. O Estado era o principal precursor da economia, logo não era havia ações liberalistas no país. Nacionalizava empresas e estabelecia os objetivos e os preços da produção, destinava os fins dos recursos. Os meios de produção era quase inteiramente pertencentes ao Estado.
    A RDA não pode ser agraciada com o Plano Marshall, pós-guerra, o que lhe trouxe dificuldades para se reerguer com o fim da guerra. Tratava-se de um país estritamente nacionalista e a população possui deveres com a nação que deveriam ser cumpridos. As pessoas tinham vida simples, com restritos bens de consumo e sem facilidades tecnológicas, no entanto, possuiam maior acesso ao estudo e ao trabalho.
    A RFA era composta basicamente por uma economia capitalista, com liberalização comercial. O filme demonstra cenas anteriores à queda do muro e a ânsia da população em alcançar o outro lado e seus benefícios atravessando através da Hungria com autorização para o trabalho. A Alemanha Ocidental necessitava de mão de obra para o desenvolvimento econômico e por essa razão permitia a vinda de orientais ao seu lado.
    A utopia socialista sempre reservou um lugar de honra para a iconografia. Isso pode ser observado no filme com o deslocamento da imagem de Lênin, que provavelmente coloria a paisagem de algum lugar público, como de praxe nos países comunistas, que pretende expressar simbolicamente o encerramento de um ciclo histórico.
    Com a queda do muro de Berlim em 1989 tem início a invasão capitalista e com ela o consumismo trazido pelas empresas multinacionais, maior acesso aos bens de consumo e tecnologia. Essas empresas naturalmente leva à ruína empresas menores nacionais que não conseguem competir. O país passa a importar produtos, liberando a economia e realizando abertura ao capital estrangeiro, fatores que auxiliaram na derrocada das empresas que até então eram protegidas pelo governo.
    A globalização pode ser representada pela Coca Cola ou por empresas de comunicação e de transporte, que mudam o cotidiano e a paisagem dos alemães orientais.
    A moeda local é trocada pelo marco ocidental e a travessia em Berlim entre os dois lados acontece sem maiores dificuldades. O primeiro fator de união colocado pelo filme talvez tenha sido o futebol e a copa do mundo de 1990 que foi vencida pela Alemanha.


  • CONCLUSÃO
    A unificação trouxe novas possibilidades para os orientais, principalmente a reincorporação de um grande país, entretanto trouxe também a pobreza, desemprego e o neonazismo. Muito alemães tiveram que se adaptar às leis da competição ou se acostumar a elas. Para a Alemanha Ocidental, o preço da reunificação também foi alto, já que teve de adaptar o obsoleto parque industrial oriental.
    Com a abertura ao capital estrangeiro e a mão de obra admitida pelo país reunificado houve um aumento da demanda que levou ao incentivo da produtividade e ampliação do mercado interno.
    Ainda hoje existem diferenças e rivalidade entre ocidentais e orientais, entretanto, não há como negar a força de recuperação dos alemães. A Alemanha já é a terceira maior potência mundial e líder da Comunidade Européia.

2 comentários:

AM4RI disse...

Estreando

Debora disse...

Sou estudante de Administraçao e curso uma máteria que envolve As Relações Internacionais. O texto foi muito útil para mim.Origada!